Em matéria recente publicada no site da revista Exame, analistas apontam motivos para continuarmos otimistas com os valores dos imóveis no Brasil. Veja um pequeno resumo de alguns deles.
Os preços subiram, mas não são absurdos
A valorização dos últimos anos representou apenas uma correção após um período de quase 20 anos de defasagem em relação à inflação. A partir do momento em que a economia brasileira deu um salto e mudou de patamar, era natural que os preços dos imóveis se valorizassem.
Além disso, uma pesquisa do banco JP Morgan mostrou que no Brasil o valor dos imóveis corresponde a 5,5 vezes a rende média anual da população, enquanto em países como China e Singapura, essa relação é de 11 vezes.
A procura por imóveis continua alta
Nas grandes capitais, lançamentos imobiliários tem sofrido alta demanda, com edifícios inteiros sendo vendidos em poucos dias, principalmente para edifícios comercias. Já para imóveis residenciais, a alta demanda se deve a oferta de crédito do programa Minha Casa, Minha Vida.
Os subsídios governamentais aliados às facilidades de crédito permitiram que muita gente tivesse acesso à compra da primeira casa própria. As outras escalas da pirâmide passaram a ter a oportunidade de dar um passo adiante e vender a atual residência para comprar uma melhor.
O crédito imobiliário ainda tem espaço para crescer
O crédito imobiliário tem crescido muito rápido no Brasil, mas ainda é pequeno quando comparado ao de outros países. No Brasil, os empréstimos para a compra de imóveis somam cerca de 5% do PIB – contra 11% do México e 18% do Chile.
Os preços dos terrenos empurram os imóveis para cima
Nas grandes capitais é raro encontrar bons terrenos, principalmente em regiões centrais, causando assim uma competição entre as construtoras. O resultado disso são lançamento mais caros, refletindo o aumento do preço dos terrenos.
Os custos da construção sobem rápido
O valor de aluguel de equipamentos, materiais de construção e contratação de mão-de-obra ficaram mais caros nos últimos anos, obrigando as construtoras a repassar os custos para o preço do imóvel, sem necessariamente obter mais lucro com o empreendimento.
O mercado de capitais vai permitir o crescimento do crédito imobiliário
Hoje em dia os recursos para financiamento imobiliário são obtidos do FGTS e da caderneta de poupança, mas os bancos já admitem que esse montante não será suficiente para financiar o crescimento dos financiamentos a partir de 2013. Com isso, já existem estudos sobre novas fontes de recursos, como o CRI (certificados de recebíveis imobiliários) a serem vendidos a investidos e também o uso de CDBs de longo prazo exclusivos para o mercado imobiliário.