Após aparecer como destaque em grandes reportagens das revistas Época Negócios e Você S/A, Londrina também foi destaque na da revista Veja. Na maior reportagem da edição de 1º de setembro, um especial de 47 páginas, é avaliado o desenvolvimento de cidades de médio porte do Brasil – aquelas que possuem de 100 mil a 500 mil habitantes - que, conforme avaliação da revista, crescem mais do que as grandes metrópoles, com qualidade de vida superior e participação relevante na economia nacional.
Veja classifica Londrina como a mais nova metrópole brasileira, já que o município ultrapassou, no ano passado, a barreira dos 500 mil moradores (a estimativa é que o número tenha chegado a 510 mil), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A revista avalia que Londrina é “referência às 233 cidades médias que aspiram à sua inclusão entre as metrópoles do futuro”.
A reportagem intitulada “A Força das Cidades Médias” embasa a afirmação com demonstrações estatísticas de efetivo planejamento urbano, que existe de maneira constante no território londrinense, tanto em tempos passados como na atualidade, sempre visando ao futuro.
A formação da malha urbana, por meio de quadriláteros, o represamento do Ribeirão Cambezinho, que deu forma ao Lago Igapó, e o estabelecimento recente de áreas urbanas específicas para a expansão da cidade, como a Gleba Palhano, com planejamento prévio do desenvolvimento infraestrutural, confirmam a tese. São ressaltados também números positivos da cidade, com relação à geração de empregos, renda, educação e saúde, itens nos quais Londrina é a melhor colocada em todo o Paraná.
Londrina é pontuada como um dos “5 exemplos a ser seguidos” pelos municípios de médio porte que pretendem ser alçados à condição de metrópole, ao lado das mineiras Juiz de Fora e Uberlândia, e das paulistas Ribeirão Preto e Sorocaba. Conforme a revista, a grande lição de Londrina às outras cidades brasileiras está justamente no crescimento planejado, por estipular as regiões onde ocorrerá a expansão e evitar o alastre desordenado do perímetro urbano, que traz consigo, como consequência, os chamados bolsões de miséria.
Para o presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Kentaro Takahara, além do crescimento planejado, Londrina conta com economia sólida e equilibrada, tendo todos os setores (indústria, comércio, agropecuária e prestação de serviços) representados com percentual semelhante na movimentação econômica. “Não somos dependentes de apenas um setor, ou produto”, ressaltou. Takahara salientou a boa formação dos cidadãos locais, especialmente no ensino superior, em que cerca de 35 mil novos profissionais são formados anualmente.
O presidente da Codel enalteceu ainda a excelência do município em setores como o da medicina, que impulsionam a qualidade de vida local, reconhecidamente elevada para os padrões brasileiros. Tudo isso leva Londrina à posição de motor principal de 92 municípios da região norte do Paraná.
Kentaro Takahara afirmou, por fim, que o objetivo para o futuro é direcionar a cidade para o desenvolvimento sustentável, aliando as áreas econômica, social e ambiental, com ênfase na inovação tecnológica.